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Lemala Safaris: texugo-do-mel a atravessar colinas douradas
Retrato de perto de um leão macho com juba cheia

Safari fotográfico

O safari do fotógrafo

Luz, paciência e posição, para quem conta as boas imagens e não os avistamentos

Duração
7 a 12 dias
Localização
Serengeti, Ndutu e Ngorongoro
Guia
Um guia que posiciona a viatura a pensar na fotografia
A partir de
$ 4.000 por pessoa

A experiência

Luz, paciência e posição, para quem conta as boas imagens e não os avistamentos

Um itinerário ao ritmo do fotógrafo: partidas ao nascer da luz, mais tempo com cada motivo e uma viatura preparada para fotografar. Indicado para entusiastas dedicados e para profissionais.

  • Sessões longas e sem pressa nos avistamentos mais produtivos
  • Horários construídos em torno da hora dourada
  • Um guia que entende de luz e de fundos
  • Viaturas com apoio na escotilha ou ao nível da janela, disponíveis a pedido

Parar ao lado de um leão está ao alcance de qualquer motorista. O que distingue um safari fotográfico é o que acontece a seguir. O guia desliga o motor e avança mais dois metros, para que a luz atravesse o rosto do leão em vez de ficar atrás dele. Ninguém dá o tempo por esgotado ao fim de minuto e meio. Espera-se: cinco minutos, depois vinte, depois quarenta, porque mais tarde ou mais cedo o leão vai bocejar, e esse bocejo em luz dourada justifica ter levado onze quilos de lentes até ao outro lado do planeta.

Isto não é um safari comum com conversa sobre câmaras. É um tipo de viagem à parte, com horários próprios e que pesa cada escolha de outra maneira, da viatura ao calendário, dos avistamentos que se deixam passar aos que não se abandonam. Segue-se como funciona, quando a luz e a ação coincidem e o que determina o preço.

O que muda numa viagem fotográfica

A diferença essencial é a intenção. Um safari comum procura ver o máximo possível; um fotográfico procura captar menos motivos, com muito mais exigência. No terreno, isso traduz-se em sair ao nascer da luz e não já com o dia a meio, num guia que avalia o ângulo do sol e o fundo antes de posicionar a viatura, em sessões longas nos bons avistamentos e numa viatura preparada para fotografar, com apoio ao nível da janela, espaço para o equipamento, carregamento de baterias e, acima de tudo, menos pessoas a bordo.

Os percursos também seguem o potencial fotográfico: as planícies de erva baixa de Ndutu na época dos nascimentos, para os predadores; as linhas de rio do Seronera, para os leopardos; o fundo da cratera do Ngorongoro, para retratos contra paredes de um azul enevoado; e as travessias da Grande Migração, para as imagens de ação mais explosivas de África.

Porque uma viagem dedicada vale mais do que improvisar

  • A posição não se corrige depois. O que separa um instantâneo de uma imagem de portefólio costuma ser um desvio de trinta graus na posição da viatura e a vontade de esperar pelo comportamento. Num safari de interesses mistos nenhuma das duas coisas está garantida, porque os restantes passageiros já viram leopardo que chegue.
  • O tempo é o que realmente se gasta: a ação irrompe depois de longos períodos de calma, seja uma caçada, um levantar voo ou um cumprimento. Quem dá duas horas a uma única família de chitas vence com regularidade os fotógrafos que passam por vinte avistamentos a quatro minutos cada.
  • O guia é metade da imagem: quem antecipa o comportamento, lendo um abanar de cauda, o ângulo de uma orelha ou abutres a juntar-se a dois quilómetros, deixa a viatura parada e em silêncio antes de a cena acontecer, e não durante.

Escolher a luz

Jan a mar, nascimentos e luz de tempestade
Abr a mai, verde e dramática
Jun a out, travessias e poeira
Nov a dez, pequenas chuvas

jan. a dez.

A época dos nascimentos em Ndutu, de janeiro a março, oferece talvez a melhor oportunidade de África para fotografar predadores: chitas e leões caçam todos os dias em erva baixa e aberta, sob nuvens de tempestade, com recém-nascidos por todo o lado. De junho a outubro, o verde dá lugar à poeira, ao contraluz dourado e às travessias de rios; a luz torna-se dura a meio da manhã, mas a ação é incomparável.

A escolha menos óbvia é abril, maio e novembro. É verdade que chove, mas os aguaceiros trazem céus dramáticos, arco-íris, ar lavado, fundos verdejantes e quase nenhuma outra viatura junto ao avistamento. Preços mais baixos permitem ainda pagar dias extra, que ajudam mais um portefólio do que o tempo perfeito. Nenhuma época é fraca aqui; cada uma rende simplesmente um conjunto de imagens diferente.

Como decorre um dia

  1. 5:15 da manhã

    Partida ainda de noite

    Sai-se antes da primeira luz para chegar à zona escolhida quando o céu muda. O café segue na viatura.

  2. 6:00 às 10:30 da manhã

    Hora dourada e longa espera

    A sessão mais exigente: luz rasante, predadores em caça e disposição para ficar com um único animal enquanto os acontecimentos se desenrolam.

  3. Meio-dia

    Editar, carregar, descansar

    Nas horas de luz dura, no acampamento, fazem-se cópias de segurança dos cartões, primeiras edições, carregam-se todas as baterias e trocam-se impressões.

  4. 3:30 às 6:45 da tarde

    Sessão da tarde

    Nova saída quando a luz suaviza, a trabalhar contraluz e poeira até ao pôr do sol e a permanecer fora até ao limite legal para as imagens do crepúsculo.

  5. Noite

    Revisão ao jantar

    As melhores imagens do dia num portátil e um plano para o dia seguinte, com base no que o mato está a fazer agora.

O que determina o preço

Os itinerários fotográficos custam mais do que um safari padrão equivalente, e o acréscimo paga coisas concretas. A Lemala Safaris confirma os valores para as datas pretendidas.

  • Menos lugares ocupados em cada viatura: um fotógrafo quer uma fila inteira, ou a viatura toda, e os lugares vazios são o preço justo de ter cotovelos livres e ângulos desimpedidos.
  • Acampamentos nas zonas produtivas: dormir onde está a ação, como Ndutu em fevereiro ou o norte em agosto, custa mais, mas evita gastar a hora dourada em deslocações.
  • Mais dias: os portefólios nascem de repetição e de sorte, por isso dez dias superam claramente sete, e a Lemala Safaris prefere acrescentar dias a subir de categoria de lodge.
  • Uma viatura só para o grupo: não são precisas concessões, razão pela qual os fotógrafos empenhados e os pequenos grupos fotográficos costumam escolhê-la.

Incluído

  • 4x4 configurado para fotografia e guia
  • Taxas do parque e alojamento
  • Refeições durante o safari
  • Carregamento na viatura e sacos de feijão para apoio

Não incluído

  • Voos internacionais e visto
  • Equipamento fotográfico e seguro
  • Gratificações
  • Licenças para drones (os drones estão muito restringidos, por isso convém perguntar primeiro)

Equipamento

Levar a objetiva mais longa com que for possível viajar. Para vida selvagem bem enquadrada, 400mm é o mínimo realista. Juntar-lhe um segundo corpo de câmara com uma 70-200mm poupa a troca de objetiva que acaba sempre por calhar no meio da ação. Além da ótica, são os itens menos glamorosos que fazem ou desfazem a viagem: proteção contra o pó, baterias sobresselentes, porque as manhãs frias as esgotam, e o dobro dos cartões de memória que se julga necessitar. Dentro de uma viatura, um saco de feijão rende mais do que um tripé, e a Lemala Safaris pode fornecê-los.

  • Teleobjetiva (400mm ou mais, o ideal)
  • Segundo corpo de câmara
  • Saco de feijão para apoio (a pedido)
  • Capas contra o pó e kit de limpeza
  • Baterias sobresselentes e cartões de memória extra
  • Portátil ou disco para cópias de segurança todas as noites

Galeria

Em imagens

Perguntas

Bom saber

Sim. Quem se preocupa com as suas imagens tira partido deste formato, seja qual for o equipamento. O hóspede típico traz material de amador avançado, e as maiores melhorias, em luz, posição e paciência, nada devem a objetivas exóticas. Os guias adaptam a orientação ao nível de cada um, das noções básicas de exposição à antecipação do comportamento.

Uma zoom de 100-400mm ou de 200-600mm é a mais versátil para safari. É longa o suficiente para retratos e flexível para enquadramentos de ambiente quando um elefante enche o visor a trinta metros. Convém associá-la a proteção contra o pó e a mais baterias do que parece razoável.

Sim. Fotógrafos a solo e pequenos grupos podem reservar a viatura inteira, o padrão de excelência, com todos os ângulos e todas as decisões à sua mão. Casais que fotografam juntos acham muitas vezes que uma viatura partilhada, com uma fila para cada um, é um bom equilíbrio entre custo e espaço.

Os guias de fotografia da Lemala Safaris são escolhidos pela literacia fotográfica, isto é, posicionamento, luz e comportamento, e podem ajudar com definições e técnica. Para viagens centradas em formação e acompanhadas por um fotógrafo profissional, convém perguntar pelas partidas com anfitrião fotográfico.

Nos parques nacionais da Tanzânia os drones estão praticamente proibidos: as licenças existem, mas raramente são concedidas a visitantes. O mais prudente é deixar o drone em casa e avisar cedo se as imagens aéreas forem centrais para a viagem. Para uma vista aérea legal do Serengeti, a solução é o voo de balão.

Para ação de predadores, fevereiro em Ndutu, durante os nascimentos, é a melhor resposta isolada. Para poeira e o drama das travessias, agosto ou setembro no norte do Serengeti. Ambas rendem, mas portefólios diferentes.

Ndutu em fevereiro, com predadores em ação todos os dias em planícies abertas sob luz de tempestade, e agosto a setembro no norte do Serengeti, para travessias e poeira dourada. Nos meses verdes de abril, maio e novembro aceita-se alguma chuva em troca de avistamentos sem multidões e de céus cheios de atmosfera.

O safari do fotógrafo

Pode juntar-se a um safari ou ser o ponto de partida de uma viagem. Dos detalhes trata a equipa.